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13/04/2019

Mentor de Phelps, Bob Bowman encerra Congresso Olímpico em grande estilo

Edição do evento é marcada pela presença de alguns dos maiores treinadores e gestores esportivos do mundo

A primeira edição do Congresso Olímpico Brasileiro foi encerrada no final da tarde deste sábado, dia 13, em alto nível. Referências do esporte mundial, o treinador Bob Bowman, que comanda a natação da Arizona State University e acompanhou o norte-americano Michael Phelps ao longo de sua carreira, e Michael Vesper, Consultor Sênior do Comitê Olímpico Internacional, ministraram palestras sobre o trabalho que desenvolvem no Movimento Olímpico e ajudaram a tornar o evento um grande sucesso.

Bowman ministrou uma palestra inspirada no livro “As Regras de Ouro – Dez segredos para se tornar um campeão na vida e nos negócios”, que sugere caminhos a serem seguidos por qualquer indivíduo que tenha metas pessoais ou profissionais.

“Tudo começa com um sonho. No caso do Michael Phelps, comecei a ser seu técnico aos 11 anos e ali já fizemos sua folha de metas, que é um catalisador emocional de mudanças. Ao longo do tempo, ele foi mudando suas metas até conquistar as suas 28 medalhas olímpicas”, revelou o treinador, que chefiou a equipe masculina de natação nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Vesper, por sua vez, abordou a ética, a governança e o compliance no esporte, explicando como o COI, entidade máxima do esporte olímpico, se tornou referência no assunto.

“Essa nova forma de governar o esporte surgiu nos anos 1990, após uma série de escândalos e má administração. A partir de então, passou-se a valorizar a ética e a transparência. Os princípios éticos devem ser aplicados no esporte e na governança, mas precisam sair do papel e funcionar na prática, diariamente.”

Outros destaques nas plenárias realizadas à tarde foram as conferências de Antonio Carlos Gomes, Consultor Pedagógico da Academia Brasileira de Treinadores (IOB/COB), e Carlos Alberto Cavalheiro, Coordenador Técnico-científico do Laboratório Olímpico (COB) que falaram sobre o sistema de identificação de talentos e a transformação de dados em informações estratégicas, respectivamente.

Gomes, por sinal, teve a companhia de Chelsea Warr, Diretora de Performance da Agência de Esportes do Reino Unido (UK Sport), e Maurits Hendriks, Diretor de Alta Performance do Comitê Olímpico da Holanda, em sua palestra. Juntos, eles discutiram as dificuldades para detectar jovens atletas.

“Há muitas etapas ao longo do caminho. Transformações a nível social, como sair da casa dos pais, e econômicas, já que os atletas deixam de ser custeados por bolsas ou familiares e podem se tornar milionários rapidamente. Por isso, é fundamental a abordagem holística. Não podemos fazer isso sob uma perspectiva meramente atlética”, explicou Hendriks.

Destinado a gestores, treinadores e profissionais da ciência do esporte, o Congresso Olímpico celebra os 10 anos do Instituto Olímpico Brasileiro (IOB), Departamento de Educação do COB.